quarta-feira, outubro 03, 2007

É "e" ou "é"?

Quer deixar um nordestino, (especialmente se for pernambucano), doidinho? Pede pra ele recitar o alfabeto e após ouvir "a", "é", "i", "ó", "u", peça para ele colocar acento agudo no "e" e no "o".

Após esse processo, que deve durar não mais que uns 34 segundos, peça para mostrar a diferença dessas duas letras com e sem acento.

É batata....


PS: O único inconveniente, meu amigo paulista, é se essa pessoa olha para você e perguntar qual a diferença das letras "e" e "o" com circunflexo ou sem.

27 comentários:

Urbs disse...

Realmente, esse lance do circunflexo é problematico pra nós...
Mas tenho outro método pra vc...
Tive uma professora que era bahiana, na adventista mesmo, e de portugues...
O problema estava no alfabeto, ela dizia que a letra G se pronunciava GUÊ e a letra J se pronunciava JÊ.
Logo tinhamos A BÊ CÊ... ÉFE GUÊ AGÁ I JÊ ÉLE... e pra falar pra ela que agente aprendia diferente aqui? Foi uma verdadeira batalha o ano todo, não preciso nem dizer que no ano seguinte ela não lecionou mais lá né? Alem de ensinar diferente pra nós ainda brigava e ofendia os alunos.

Anônimo disse...

só corrigindo a pessoa que está falando de português: agente é policial, se vc quiser se referir a nós, escreva a gente separado. Quando for falar de regiao primeiro olhe a sua gramática.

abraços!!!

Anônimo disse...

A NOSSA SEGUNDA VOGAL: Ê ou É?

Qual a pronúncia correta da nossa segunda vogal, “Ê” ou “É”? Desde os dias da 5ª série, em que discuti com meu professor de educação física, tenho convivido com esse problema da nossa segunda vogal. Mas acho que ainda não perdi a guerra. A pronúncia ainda é aberta.

Achei horrível quando ouvi meu professor dizer “quinta série ê”. E quando eu disse pertencer à “quinta série é”, ele quis corrigir-me, dizendo que eu estava pronunciando errado. Eu prometi provar-lhe e mostrei o único dicionário que eu tinha, do Instituto Universal Brasileiro, que mostrava a pronuncia da nossa segunda vogal aberta: “É”. Nem por isso ele deixou de continuar insistindo que o certo seria “ê”.

Examinei vários dicionários, entre eles o famoso Aurélio, todos eles informando que a pronúncia é aberta. Todavia, sempre ouvia esse som desagradável quando assistindo TV, exemplo o “Taf-Man-E”, que os trapalhões divulgavam dizendo “Taf-Man-Ê”.

Observando professores com essa pronúncia fechada, como uma que dizia “ácido nuclêico”, e a mídia televisiva, verifiquei que esse fechamento da pronúncia é uma tendência paulista. E até muitas palavras que no passado tinham pronúncia aberta passaram a ser ditas de forma fechada. Recentemente, uma nova edição do Aurélio registrou: “e (é ou ê). S. m. 1. A 5ª letra do nosso alfabeto. [Representa a vogal anterior média aberta, como em dez, erro (do verbo errar), este (‘ponto cardeal’), quero, pé, ou a vogal anterior média fechada, como em erro (subst.), este (pron.)” Mais abaixo, “e (I ou ê).” Concluí que essa nova edição apresentou apenas os sons que a letra tem nas palavras, não como ela é pronunciada simplesmente como a segunda vogal. Procurei o dicionário Michaelis, e este informa bem claramente o nome da letra: “e (é) S. M. Quinta letra e segunda vogal do alfabeto português.”

Conclusão: O correto nome da letra é com pronúncia aberta: “É”. Mas, como a evolução da língua é a superação do certo pelo errado quando a maioria da população o adota, e como o país inteiro ouve muito mais de São Paulo do que de qualquer outro Estado pelo rádio e pela TV, um dia essa pronuncia fechada poderá ser a oficial. Mas por enquanto, não procure “vitamina Ê”, porque ela ainda não existe.

Tenho o aval também do professor Cláudio Moreno, que informa:
"Quanto aos nomes das letras do alfabeto, Selma, são eles os seguintes: á, bê, cê, dê, é, efe, gê, agá, i, jota, cá, ele, eme, ene, ó, pê, quê, erre, esse, tê, u, vê, dáblio, xis, ípsilon, zé (aconselho a ler também o que escrevi em o nome do "y" e do "w"). Tu podes ver alguns deles em á-bê-cê, á-é-i-ó-u, bê-á-bá, cê-cedilha, régua-tê" (Sua Língua).

Ricardo A. disse...

Cara, um comentário desses você nunca poderia deixar anônimo!!!

Obrigado pela ajuda e pela aula.

Um abraço.

Anônimo disse...

Engraçado é que o autor do blog "ainda acha" que tem razão, meu cara amigo, pesquise antes de falar, a pronuncia correta é "é", e não "ê". Tire sua dúvida consultando qualquer dicionário de português.

Anônimo disse...

Corrigindo quem corrigiu: 'Agente' não é, necessariamente, um policial. Agente é quem 'age'...

Miquéias disse...

Parabéns, anonimo
pelo ´´é``
e pelo ´´agente´´.

Anônimo disse...

Então autor do blog recite as vogais "e" e "o" com acento circuflexo e me explique a diferença para o modo que vc acha correto da pronúncia do "e" e "o".
Pesquise antes pra não escrever besteira!

George Queiroz disse...

Amigo, você está errado ao achar que apenas os nordestinos tem a pronúncia aberta da segunda vogal. Saiba que quase todos os estados brasileiros, bem como países como Portugal e Angola, tem pronúncia igual à dos nordestinos. Aliás, pelo menos 85% dos falantes da língua portuguesa falam "é" e não "ê" como os paulistas. A exceção não somos nós, os nordestinos, mas sim os paulistas. Um grande abraço!

Andreia Mendonça disse...

Égua, George Queiroz, falou por todos nós, cara é dos meus! Muito bom seu comentário. Arrazou com o cara. Sou teu fã, veio.

Anônimo disse...

é verdade agora vou falar éléfanté

Anônimo disse...

O seu George até falou bonito mas eu queria saber de onde ele tirou esses dados?

Anônimo disse...

ja viajei quase o brasil todo e não vejo ninguém agudizando as palavras a não ser no nordeste

Anônimo disse...

como se escreve George e Andreia ?
ou sera George é Andreia?

Anônimo disse...

ou vcs tabem vão dizer que no portugues a letra "e" tem som de "i"
porque eu ja ouvi isto!

Anônimo disse...

Na verdade tanto faz.
No fim trata-se da mesma merda.
O que importa é que haja comunicação.

Anônimo disse...

Falar somente por falar é coisa típica dos idiotas. Aliás, este fórum está repleto.

Vamos provar:

O que nos diz o dicionário BRA-SI-LEI-RO Michaelis:
http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=e

Agora vejamos o que nos diz o dicionário POR-TU-GUÊS da Porto Editora:
http://www.infopedia.pt/pesquisa-global/e

Pronto, meus ignorantezinhos. Está provado que a ortoépia do nome da LETRA E tem mesmo o som ABERTO (é). Mas isto, meus ignorantezinhos, não quer dizer que os senhores terão de pronunciá-la sempre aberta quando ela estiver inserida nas palavras.

Agora, aprendam a escrever, pois VOCÊS sequer sabem escrever um mísero parágrafo LIVRE de ERROS e ainda têm a coragem de virem aqui armar-se em mestres de língua portuguesa. Ora essa! Façam-me o favor!

Anônimo disse...

Que estranho. Á Ê Í Ó Ú. O que o é fez de errado para merecer isso?

Já viu o paulista falando: O Êlefantê toma Sorvêtê dê Lêitê.

O correto é elefante sem o acento e se fala élefante. O é no final das palavras tem som de I.

Regionalismo preserva os acentos. Em pernanbuco o I é bem acentuado. Na Bahia se fala mais com um finalzinho de ch. No rio o ch é bem acentuado. Mas todos são I.

Sorvetiii - pernambucano
Sorvetich - bahiano
Sorvertixxx - carioca
Sorvetê - paulista

Perceba que os 3 primeiros são variações regionais do mesmo I. Já o 4º é uma regra nova.

Esse erro foi originado pelos Italianos. Para aprender o português, que não é fácil, eles não entenderam que o é a depender de onde esteja tem som de é ou i. Para memorizar eles substituiram pelo ê. Como se preservasse o sentido a lingua mãe Italiana.

Como seria a palavra Você então para um paulista? Com ou sem o acento seria irrelevante concorda?

Ou seja, é uma nova regra criada para os Italianos que falam anasalado.

Anônimo disse...

O problema é que o sul do país tem muito Alemão que usa artigo desenfreado. O Italiâno que fala tudo anasalado.

Ai descaracteriza.

O Ê tanto não é natural ser pronunciado assim que para ele entrar em uma palavra tem que ser acentuado.

Como você pronunciaria a palavra Português sem o acento?


Sérgio Luiz disse...

Vamos lá!
O nome da segunda vogal e quita letra do alfabeto português é pronunciado aberto : "É".
Isso não quer dize que em todos os vocábulos temos que pronunciá-la aberta. Ex.: ELE = pronome (ÊLÊ)
ELE = nome da letra (ÉLÉ)
CORRETO (É)- CORREÇÃO (Ê)
Em algumas o (é) é aberto, em outras é fechado. Mas aqui tratamos da letra ou vogal isolada.
Como todas as letras a vogal e letra recebem NOME, e nome não se muda; pela Academia Brasileira de Letras esta vogal/letra é pronunciada aberta. Repare que ninguém assiste à tevê Ê, e sim à tevê É. Ninguém nunca comprou uma lâmpada gê Ê, e sim uma lâmpada
gê É. Você já foi ao IBGÊ? Mas eu já fui ao IBGÉ. A gravadora é RGÉ.
Aquele tribunal é TRÉ.
O banco é BNDÉS. O pessoal que cuida de estrada trabalha no DNÉR.
Ocorre, sim, mudança no timbre da sílaba quando esta é considerada "SÍLABA BREVE": O É vira I. E isso é acadêmico, e usado diariamente pela população EX.: "VÊ SE ME ESQUECE". O que se ouve é "VÊ SI MI ISQUECI" - MENTIRA! vira MINTIRA. É ou não é assim?
O mesmo ocorre com a letra (Ó).
A pronúncia do NOME da vogal e da letra é ABERTA. Ex.: LISTAS ÓESP,
ÓAB - A, É, I, Ó, Urca! (Título de programa da Globo)"OK" "SOS" "OVNI". Muda também o timbre da sílaba quando esta é considerada "SÍLABA BREVE" .
O locutor de chamadas da Globo anuncia DUMINGÂO DO FAUSTÃO! Não é? Outras: SÁBADU, DUMINGO, BURRACHA, CUADOR (coador)...
Não confunda erro de pronúncia com sotaque. A galera do norte e nordeste usa quase sempre o Ó e o É abertos: CÒRAÇÃO, DÒLENTI, SÈRVIÇU, PÈDAL... Isso é sotaque! Já o paulistano é vítima do italianismo. É tão distorcida sua pronúncia que, as vezes, torna-se até inexplicável. Ex.: ESPAGUÉTI,
CAMINHONÉTI, CHACRÉTI e, sem explicação CAPELÊTI, CASSETÊTI...(por quê?)
Aprender a falar o mais corretamente possível, e só me refiro à fala, depende muito mais do lugar onde crescemos ouvindo os mais velhos, do que livro de estudo linguístico. Em São Paulo, milhares de pessoas dizem:
"DE SÁBADO EU NÃO TRABALHO"
"LÁ EM CASA EU TENHO UMA BINA" "HOJE VOU NO CINEMA ou VOU NA IGREJA"
"QUER QUE EU FAÇO PRA VOÇÊ?" Porque cresceram ouvindo estas e outras aberrações (típicas de Sampa)sendo ditas pelos mais velhos. Ora, assim aprenderam e as tomam como certas. Na minha casa eu cresci ouvindo: "AOS SÁBADOS EU NÃO TRABALHO" ou "SÁBADO EU NÃO TRABALHO"
"LÁ EM CASA EU TENHO UM BINA" (B.I.N.A.)(bina é sigla totalmente masculina -
("o terminal "B" "I"dentifica o "N"úmero de "A")
"HOJE VOU AO CINEMA ou VOU À IGREJA"
"QUER QUE EU FAÇA PRA VOÇÊ?"
(sou paulistano, mas meus pais não)
Existem dicionários que trazem duas pronúncias para as letras e vogais É e Ó. (é ou ê)(ó ou ô) Realmente. Mas eles deveriam ser um pouco mais didáticos, e explicar que o NOME das letras e das vogais são abertas mas o NOME da conjução (ê) e do artigo (ô)são fechados. Veja que em momento nenhum, o dicionarista autoriza a pronunciar as letras/vogais de forma indiscriminada, isso ou aquilo.
Os dicionários não podem ser contrários à Academia. Isso seria uma confusão para o consulente. Melhor para nós paulistanos, seria recorrer a livros de correções relativas a pronúncia de palavras.
O nosso blogueiro erra tentando dar a explicaçao de que sem acento o É vira Ê.
Regra que não encontra apoio em livro nenhum. Aliás, na nossa cidade, a maioria pronuncia RELÊ, quando esta traz acento agudo.Por que pronuncial fechado?
Palavras pronunciadas com vogais fechadas deveriam ser pronunciadas abertas.
CAPELETE
CASSETETE
BOFETE
BADEJO (É)
CERVO
SERVO
DOLO
SUOR
HERMETO
RELÉ (ESSA TEM ACENTO AGUDO)

Acho que essa explicação trará curiosidades aos amigos do blog.
Abraços.

Sérgio Luiz disse...

Vamos lá!
O nome da segunda vogal e quinta letra do alfabeto português é pronunciado aberto : "É".
Isso não quer dizer que em todos os vocábulos temos que pronunciá-la aberta.
Ex.: ELE = pronome (ÊLÊ)
ELE = nome da letra (ÉLÉ)
CORRETO (É) - CORREÇÃO (Ê)
Em algumas o (é) é aberto, em outras é fechado. Mas aqui tratamos da letra ou vogal isolada.
Como todas as letras a vogal e letra recebem NOME, e nome não se muda; pela Academia Brasileira de Letras esta vogal/letra é pronunciada aberta. Repare que ninguém assiste à tevê Ê, e sim à tevê É. Ninguém nunca comprou uma lâmpada gê Ê, e sim uma lâmpada gê É. Você já foi ao IBGÊ? Mas eu já fui ao IBGÉ. A gravadora é RGÉ.
Aquele tribunal é TRÉ.
O banco é BNDÉS. O pessoal que cuida de estrada trabalha no DNÉR.
Ocorre, sim, mudança no timbre da sílaba quando esta é considerada "SÍLABA BREVE": O É vira I. E isso é acadêmico, e usado diariamente pela população
EX.: "VÊ SE ME ESQUECE". O que se ouve é "VÊ SI MI ISQUECI" -
MENTIRA! vira MINTIRA. É ou não é assim?
O mesmo ocorre com a letra (Ó).
A pronúncia do NOME da vogal e da letra é ABERTA. Ex.: LISTAS ÓESP,
ÓAB - A, É, I, Ó, Urca! (Título de programa da Globo)"OK" "SOS" "OVNI". Muda também o timbre da sílaba quando esta é considerada "SÍLABA BREVE" .
O locutor de chamadas da Globo anuncia DUMINGÂO DO FAUSTÃO! Não é? Outras: SÁBADU, DUMINGO, BURRACHA, CUADOR (coador)...
Não confunda erro de pronúncia com sotaque. A galera do norte e nordeste usa quase sempre o Ó e o É abertos: CÒRAÇÃO, DÒLENTI, SÈRVIÇU, PÈDAL... Isso é sotaque! Já o paulistano é vítima do italianismo. É tão distorcida sua pronúncia que, as vezes, torna-se até inexplicável. Ex.: ESPAGUÉTI,
CAMINHONÉTI, CHACRÉTI e, sem explicação CAPELÊTI, CASSETÊTI...(por quê?)
Aprender a falar o mais corretamente possível, e só me refiro à fala, depende muito mais do lugar onde crescemos ouvindo os mais velhos, do que livro de estudo linguístico. Em São Paulo, milhares de pessoas dizem:
"DE SÁBADO EU NÃO TRABALHO"
"LÁ EM CASA EU TENHO UMA BINA" "HOJE VOU NO CINEMA ou VOU NA IGREJA"
"QUER QUE EU FAÇO PRA VOÇÊ?" Porque cresceram ouvindo estas e outras aberrações (típicas de Sampa)sendo ditas pelos mais velhos. Ora, assim aprenderam e as tomam como certas. Na minha casa eu cresci ouvindo:
"AOS SÁBADOS EU NÃO TRABALHO" ou "SÁBADO EU NÃO TRABALHO"
"LÁ EM CASA EU TENHO UM BINA" (B.I.N.A.)(bina é sigla totalmente masculina -
("o terminal "B" "I"dentifica o "N"úmero de "A")
"HOJE VOU AO CINEMA ou VOU À IGREJA"
"QUER QUE EU FAÇA PRA VOÇÊ?"
(sou paulistano, mas meus pais não)
Existem dicionários que trazem duas pronúncias para as letras e vogais É e Ó. (é ou ê)(ó ou ô) Realmente. Mas eles deveriam ser um pouco mais didáticos, e explicar que o NOME das letras e das vogais são abertas mas o NOME da conjução (ê) e do artigo (ô)são fechados. Veja que em momento nenhum, o dicionarista autoriza a pronunciar as letras/vogais de forma indiscriminada, isso ou aquilo.
Os dicionários não podem ser contrários à Academia. Isso seria uma confusão para o consulente. Melhor para nós paulistanos, seria recorrer a livros de correções relativas a pronúncia de palavras.
O nosso blogueiro erra tentando dar a explicaçao de que sem acento o É vira Ê.
Regra que não encontra apoio em livro nenhum. Aliás, na nossa cidade, a maioria pronuncia RELÊ, quando esta traz acento agudo.Por que pronuncial fechado?
Palavras pronunciadas com vogais fechadas deveriam ser pronunciadas abertas.
CAPELETE
CASSETETE
BOFETE
BADEJO (É)
CERVO
SERVO
DOLO
SUOR
HERMETO
RELÉ (ESSA TEM ACENTO AGUDO)

Acho que essa explicação trará curiosidades aos amigos do blog.
Abraços.

Garbosinho disse...

Eu já vi que há uma discussão vã sobre a ortoépia das vogais, mas uma despreocupação generalizada sobre o mais importante que é a construção da frase como um todo. Ao ponto de ouvir-se corriqueiramente a brasileirada a falar coisas como: "Ôs ladrãu rôbáru um bãcu õtchi" - escrevi do modo como a criatura falou.
Então, para sanar esta e outras dúvidas sobre ortoépia, indico-vos um livro, Saber Escrever, Saber Falar; de Edite Estrela, Maria Almira Soares e Maria José Leitão.
Após uma leitura analítica deste livro, quiçá vocês aprendam realmente a falar a vossa própria língua.
Um escritor, penso que inglês, escreveu algo mais ou menos assim:
"Os sábios e inteligentes estão cheios de dúvidas, mas os ignorantes cheios de certezas".

Anônimo disse...

Sou Carioca e sempre aprendi e falei "É" e "Ó" sempre entendi que esses são os nome próprios das letras E e O, como é para J=jota, H=aga, W=dábliu e assim por diante. Me incomoda ver os paulistas ditando o rumo da origem do nome das letras do nosso alfabeto, com o fraco argumento dos fonemas "ê" e "ô" usados nas construções das palavras ou frases.

Anônimo disse...

Sou carioca e atualmente moro no Paraná. Depois de 24 anos morando no Rio é difícil ver o povo falando 'Êssa' ao invés de 'essa', com a pronúncia aberta.
Uma amiga que nasceu em São Paulo e mora aqui desde pequena me disse que no final das contas o Paraná é quintal de São Paulo: tive de concordar com ela, pois até o 'r' característico eles possuem.
A explicação que acho é justamente a questão da colonização. Onde a colonização portuguesa ocorreu, a pronúncia da língua portuguesa brasileira é quase totalmente diferente.
Minha mãe começou a dar aulas aqui e comentou que os próprios colegas professores encarnavam no sotaque dela, chegando a dizer que ela falava errado. Eu disse a ela que a resposta era muito fácil, até porque ela é professora de história : quem foi colonizado por Portugal? Quem fala português há mais tempo? Agora me diz quem aprendeu com quem e quem pode vir a falar com mais erros?!
Ela disse que nunca mais os colegas dela falaram que ela fala errado XD
Acredito que se o português fosse uma língua fácil todo mundo falaria corretamente. A difença de pronunciação ocorre em qualquer língua. Eu faço curso de francês e há uma diferença entre o francês do norte, do Sul e de Paris. A explicação é quase a mesma que a nossa: influencia de outras línguas e dialetos.
Não digo que o 'R' do paraná e de são paulo ta errado. Só acho que dizer êssa e dêssa, sim é e demonstra um uso incorreto da língua.
Sei que tem muito carioca que fala errado, mas pelo amor de Deus, to pra ver um paranaense, que vivendo e morando por aqui não cometa um daqueles erros e ainda diga que o jeito dele ta certo e que o resto do mundo ta errado. Ah e ainda fazendo referência a São Paulo e criticando o jeito de falar dos catarinenses.
Sei que não sou formada em português e estou longe de ser uma referência, mas aprendi até hoje que cada região tem o seu dialeto e que não importa o lugar do Brasil, na embalagem está escrito 'biscoito' XD

Pedro Ruas disse...

Senhores, a pronuncia da letra E com acento fechado Ê vem do italiano. Em português se pronuncia É. Vejam a pronuncia do italiano. Eu acho errado o que estam fazendo em mudar os dicionários, que são os pais do burro e colocar esta influência italiana. Dos 5 dicionários que vi, apenas um admite o Ê.

Pedro Ruas disse...

Apesar de ter escrito errado logo acima, rsrsrsrs. Esta certeza paulista me fez procurar sobre essas diferenças que só em São Paulo acontece. O pessoal aqui acha que dar dois beijinhos é estranho, mas todo o Brasil e até o mundo inteiro se predomina de 2 a 3 beijos ao cumprimentar as pessoas. Só os descendentes de Italianos dos EUA e do Brasil é que são assim como os Italianos. Sabendo disso e achando ridículo ser chamado de ignorante por falar É, descobri que o Italiano pronuncia Ê e não É. Dos países de língua portuguesa não duvido que só São Paulo seja assim. A auto estima é tão grande que o paulista não irá te corrigir ou investigar o correto. Afirmará para outros pelas costas que você certamente é um ignorante e nordestino. Me perguntaram se na Bahia tinha shopping center. Lembrei de americanos perguntando se no Brasil tinha muito macaco na rua. São Paulo é mais minha do que estes que se dizem italianos.

Pedro Ruas disse...

Só para completar. Vão no michaelis

Dicionário Italiano:

sf 1 a quinta letra do alfabeto italiano. 2 ê, o nome da letra E.

Dicionário Português:
(é) sm Quinta letra e segunda vogal do alfabeto português.

O pai dos burros.

Mas quer saber? Tá tudo certo e tudo em mutação. Temos que respeitar os outros.

O paulista é um povo de ego inflado e tem força para mudar a língua. É triste ser brasileiro e saber que o país não é seu por direito, mesmo pelos que aqui moram. Mas é isso ai... somos eternos colonia